Pastoral Litúrgica

Equipe de liturgia: o que e para quê?

A equipe de liturgia é, então, o coração e o cérebro da pastoral litúrgica da vida da Igreja.
Entendemos “pastoral” como atividade do pastor, que leva seu rebanho a verdes pastagens, a águas frescas, que defende as ovelhas contra os perigos, contra lobos e ladrões, assim como fez Jesus, o “Bom Pastor”. Ter esse espírito “pastoral”, ou seja, de “pastor” que dá a vida por suas ovelhas, é próprio de todos os seguidores e seguidoras de Jesus Cristo, principalmente de quem está servindo em uma pastoral.

As equipes de celebração:

Estas são encarregadas diretamente das celebrações da palavra de Deus, da eucaristia (missas), do batismo, do matrimônio, das exéquias e das bênçãos nas paróquias e comunidades. Dessas equipes, especialmente, fazem parte os leitores, os ministros extraordinários da sagrada comunhão eucarística, os cantores, os coroinhas e os ministros que presidem etc.

Primeiramente, a equipe deve ser constituída por pessoas que de fato amam e vivem a liturgia. Exige carisma e dom. Exige ainda conhecimento, uma formação básica ou mais aprofundada.
A pastoral litúrgica implica ainda cuidados com a preparação, a realização e a avaliação das celebrações, com a formação do povo e dos ministros e também com a organização da vida litúrgica nos vários níveis eclesiais.

A formação litúrgica: É um processo pedagógico, tendo por objetivo final a participação ativa, exterior e interior, consciente, plena e frutuosa de todo o povo de Deus nas celebrações litúrgicas, ou seja, a vivência do mistério de Cristo através da participação na ação ritual. Para atingir a pessoa humana como um todo é preciso operar com a dimensão corporal, relacional, intelectual, afetiva, intuitiva, imaginária, simbólica e experiencial da mesma.
Vamos partir do princípio de que é preciso “uma formação litúrgica integral, envolvendo todas as dimensões do ser humano e todas as dimensões da liturgia: a ação ritual, seu sentido teológico, sua espiritualidade. (…) Nesta formação estamos incluindo a música e a organização do espaço litúrgico”.

Por isso é de suma importância a participação dos membros da equipe na formação mensal.

Bibliografias:

Ione Buyst. Formação litúrgica: memória pessoal. São Paulo: Centro de Liturgia, 1985-2006; Formação litúrgica: o que, para que, para quem, como? Seminário sobre a Pastoral Litúrgica. São Paulo, 11-15 de fevereiro de 2008. Apostila. Além disso, vários artigos escritos pela autora no site da CNBB: , Liturgia em Mutirão II. Cf. ainda Luiz Eduardo Pinheiro Baronto. Laboratório litúrgico: pela inteireza do ser na vivência ritual. São Paulo: Paulinas, 2006.

CNBB. Guia litúrgico-pastoral. 2ª ed. Brasília, 2006, pp. 120-127.
Cf. mais elementos em: CNBB. Guia litúrgico-pastoral. 2ª ed. Brasília, 2006, pp. 123-125.
Cf. mais elementos em: CNBB. Guia litúrgico-pastoral. 2ª ed. Brasília, 2006, pp. 123-125.
E. H. Abreu; I. Buyst. “Preliminares: conceituação”, in: CENTRO DE LITURGIA. Formação litúrgica: como fazer? São Paulo: Paulus, 1997, p. 9. (Cadernos de Liturgia, 3.)

Coordenação Paroquial: Paulo
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